11/01/2018

Fortalecendo.

Estou parada esperando o vento vir.
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E ele sussurra no meu ouvido uma modéstia sinfonia.
Cordões de morte e dor me tentam, mas ele me diz que a melodia faz morada.
E que o rumo certo me concentra. Fecho os olhos, no rock mais vinculado a alma e nestes segundos, já me desprendo do que sou e confirmo minha entrada, vida, história entoada.
O medo é o sufrágio da alma navegante, perturba a raiz viva.
Ainda não consigo perceber, claramente.
Continuo com olhos fechados.
Ele me diz para clamar, para chamar a Deus cada minuto, cada segundo.
E sopra sobre mim o Espírito de Deus, com uma frase bendita, que me faz renascer.
Com gratidão. Mari.

Meus contos, minha vida.

Ilustrador: Renato Alarcão.