05/05/2016

Pedindo um milagre.

Sim, o nada me resume e bem.
Mas não sou de toda ruim.
E confesso que não estou sendo algoz de mim.
Eu vivo buscando a melodia.
É uma busca de anos.
Por vezes, acredito que tenha encontrado, mas, ainda não sinto que seja a per-fei-ta.
Queria a melodia, o som mais do que vivo, o que um dia ouvi e às vezes acho que encontrei.
Mas eu declino, sim, esta sorte.
....
Por outro lado, confesso, meu irmão...
Eu sou tão feliz que não tenho como agradecer a Deus por tudo de bom.
Não por bens ou desejos, mas por ser uma alma livre.
Eu lutei pela liberdade.
Sou muito feliz por me sentir viva.
Feliz por ser.
Feliz pelos segundos, deste tempo, torto.
Feliz por ser o nada e ao mesmo tempo algo.
E nesta vida, quase viva, me completo.
Sou um tempo no compasso.
E dona de um destino atravessado.
Mas tenho sorte torta e feliz.
Desalinhada, tão certo.
Estou no meu auge, sou mulher e menina.
E canto feliz.
Talvez seja um canto de silêncio, porque foi nele que encontrei minha contemplação.
Obrigada, Deus.
Peço, em especial, à Odetinha, que me ajude nos sonhos de humana.
Estou cansada, Deus, do mundo espiritual. Desolé.
Mas sou uma tristeza muito feliz.
Obrigada.




Nenhum comentário: