05/07/2015

Coração!

Voltei nesta melodia.
Resolvi admitir que como, naturalmente, mutante, minhas músicas também seriam modificadas no tempo. Acho que é bom recriar e reinventar. Sou assim.
....
Amigos, estive refletindo sobre minha vida.
E infelizmente, não tem como me analisar sem ver meu passado.
Talvez, ainda presa naquele tempo. Mas rezo por libertação diária, então me revigoro neste sonho.
E lembrei da infância, de como meus sentimentos eram sofridos e como pensava vendo as nuvens.
Da segurança extrema do meu pai, da falta de carinho, sem querer, das minhas irmãs e mãe.
Realmente, não tinha quase nada. Depois da morte do meu pai, perdi tudo e me afoguei na mão de uma pessoa extremamente perversa. Talvez muita coisa, inclusive, espiritual, tenha vindo desta pessoa e tal fato justifique minhas buscas no amor e libertação correlata, somada à cobrança religiosa que tive. Libertei-me quanto à isso.
Mas não passamos pelo que não podemos carregar ou suportar. E, de fato, temos que ser gratos pelo que vivemos. Se vivemos, merecemos. Alguma coisa existe ou existiu. Talvez pela lei universal do retorno. Não sei.
Sim, meu pai tinha um redobrado amor por mim. Acho que no fundo se arrependeu da esperança de ser homem, naquele tempo, onde não tinham exames.
Logo depois que meu irmão nasceu, ele, ainda, redobrava de amor por mim.
E lembrei que quando pequena somente tinha uma amiga, Rita, que é minha amiga até hoje, do tempo feliz de Brasília. E que tentativas frustradas de brincar com minhas irmãs eram justificadas porque era, de fato, muito chata, já. (risos).
Aí outro dia, relembrei, que nunca senti ter casa e que tentava modificar onde dormia, quase sempre.
Todas as minhas brincandeiras com as bonecas eram na rua, na pracinha, onde determinava que aquele lugar era meu. E no meu sonho, imaginava que determinado local poderia morar, seja numa parte da rua, perto da escada com as bonecas, dentro do carro do meu pai ou dentro da portaria.  Hoje compreendo e aproveito esta oportunidade de me libertar da sensação de abandono e medo que senti quando perdi meu pai. Ele era a única coisa que me dava segurança na terra.
E assim foi.
E minha vida se tornou luta.
E meu aprendizado foi muito forte, no mundo espiritual.
Infelizmente.
Não queria ser assim.
E hoje, acho que, novamente, perdi tudo que conquistei para retornar da onde tinha saído.
Estou voltando a estudar e isso havia sido perdido, também.
Mas tenho consciência do que sou, do esforço que tive.
E enquanto meus amigos da Puc estudavam 5 horas, meu estudo era de 16 horas de total esforço.
Espero, ainda, ser uma princesa, mas nos contos de fadas, de todas, identifico-me com a elsa.
Risos(muito boba)!
Mas no fundo sou alguém.
Não vivo no aparente mundo de ilusão que pessoas criam.
Sou presente na vida e sou o que sou.
E isso me basta.
Ter é apenas uma condição.
E de todas as vertentes, prefiro ser.
Apenas eu mesma.
Tenho vergonha dos advogados que se iludem na vaidade. Nunca quero ser assim.
Mas, sim, prefiro ser muito desalinhada.
E sem regras.

Um beijo!

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