30/10/2013

Retratos da minha vida.




              Eu não sou um retrato perfeito, nunca fui.
Já não me encaixo numa religião única e falo, hoje, isso com coração aberto e sem vergonha de julgamentos.
 Dado tempo, diria que estaria no caminho do mal. 
E minhas amigas da igreja, senhoras, diriam, com fervor, que iria me contaminar espiritualmente. 
Mas isso deixa de ser verdade. 
Deus nos quer felizes. 
Eu, realmente, de coração sincero, nem sei como posso ter coragem mínima, ainda, de dizer o nome de Deus, dado o número dos meus pecados de mulher.
Mas entendo a minha espiritualidade e que nada posso fazer para fingir que existe.
Entendo que eu sou um milagre.
Milagre vivo e real.
Por isso, tenho sede de vida, de justiça, porque foram as únicas coisas que me faziam sonhar.
Acho justo lutar por aquilo que se acredita.
Em resumo,  é impossível sair de um deserto, alimentando-se daquela sede, sem sair preparada para enfrentar qualquer coisa que  impeça a sua vida e seus sonhos de serem livres.
Eu sou muito forte na minha extrema fraqueza e na minha alta miséria de,  muitas vezes,  ser uma desumana.
Sim, sim, sou dura comigo, deveras e com meu semelhante.
Por isso, peço perdão. 

Fotografia: Stella Padão.

19/10/2013

Tempo.

Sopros do Espírito Santo de Deus ecoam sobre o vivente.
Asas dos guardiões celestias nos povoam.
Alguns querubins descem.
Almas são salvas pela sua vida.
Isso se chama destino.

Com gratidão, Mari.



Ilustração: Renato Alarcão.

A vida pede vida!

A  Força, bendita, Deus do universo.
A canção mais bela que possa ecoar um coração sincero.
São tantas as guaridas das nossas almas.
Nossos sonhos, cadentes, impulsionam a vida da humanidade.
E por linhas tortas, nos encontramos e selamos a vida.
Fortes, invictos, serenos e doces.
Vivamos sem temor.
Este aprisionador de almas apenas serve para ser preso em sim mesmo.
Este é o seu fim....e o nosso início.
A vida é vida, o sonho é sonho e Deus existe!
Assim, tão solenemente.

Mari